BARBARA JEAN MOORHEAD (AKA BARBARA EDEN) (Tucson Arizona 23AGO1931)

 





















Barbara Eden cresceu na América abalada pela Grande Depressão da década de 1930, mas isso não a impediu de levar uma infância feliz. Nem um problema ocular que a obrigava a usar óculos fundo-de-garrafa e um tampão no olho conseguiam tirar seu bom humor juvenil contagiante. Sua carreira artística começou na adolescência, sob o incentivo da mãe, que a matriculou em aulas de canto numa Igreja e num curso de teatro.

 

Barbara começou a cantar em nightclubs, usando o nome Barbara Huffman, e aos dezessete anos ganhou o concurso Miss San Francisco 1951. Foi o que a animou a mudar com sua mãe e sua irmã mais nova para Los Angeles. Procurou um produtor da Warner Brothers e ouviu dele que seu nome de batismo não servia para Hollywood, e mudou para Barbara Eden.

 

Assinou um contrato de 7 anos com a 20th Century Fox e fez papéis secundários em vários filmes, todos muito pouco vistos. Curiosamente, foi notada por suas participações em séries de TV como Perry Mason, Bachelor Father e How to Marry a Millionaire. Mesmo assim ela priorizava e os pequenos papéis que a Fox lhe oferecia em filmes, até em 1961, quando o fiasco de Cleopatra quase levou a Fox à falência, muitos atores sob contrato com o estúdio foram demitidos, e Barbara estava na lista. Foi só a partir daí que finalmente caiu a ficha, e ela apostou todas as suas fichas na TV. Ganhou papéis de destaque no Andy Griffith Show e no western Rawhide (com Clint Eastwood), e começou a ser notada.

 

O estrelato chegou finalmente em 1964, quando a Columbia a convidou para um seriado de TV escrito por Sidney Sheldon, sobre uma gênia e um astronauta, e o resto é história: Jeannie é um Gênio estreou em 18 de setembro de 1965 e era vista por mais de vinte milhões de telespectadores nos Estados Unidos toda semana. Apesar da química entre os dois protagonistas, era Barbara o segredo do sucesso do seriado, que durou 5 temporadas e 139 episódios. Foi de vento em popa até que os produtores decidiram casar Jeannie e o astronauta Tony Nelson (Larry Hagman), dando fim à tensão sexual que havia entre eles, e que era a tônica da maioria das trapalhadas das histórias.

 Depois de Jeannie é um Gênio, Barbara nunca mais recebeu um papel tão expressivo, mas consolidou sua carreira como cantora, apresentando-se em Las Vegas, com muito sucesso, por anos e anos. Na década de 1980, participou de telefilmes comemorativos dos 20 anos de Jeannie é um Gênio e contracenou novamente com Larry Hagman, que agora era o temido J.R. Ewing no seriado Dallas, interpretando sua inimiga Lee Ann de La Vega.

 

Apesar de ter lamentado por muitos anos que o sucesso estrondoso da gênia loura da lâmpada a tenha tornado uma espécie de prisioneira dele, Barbara fez as pazes com o legado de Jeannie é um Gênio alguns anos atrás. Palavras dela: "Às vezes eu me vejo na tela, e fico surpresa. É como olhar no espelho. Eu não gosto de assistir a mim mesma. Mas eu já consigo assistir Jeannie é um Gênio e dar algumas risadas. Já passou tempo o suficiente, já não me reconheço mais no espelho, é como se estivesse vendo outra pessoa."

(Manuel Mann)


CURIOSIDADES


Barbara Eden conta que Sidney Sheldon telefonou para ela num belo dia em 1964 e suas primeiras palavras foram "Eu sei que você é a minha gênia", e que este foi o trabalho que conseguiu mais facilmente em toda a sua carreira. Mas por pouco ela não pode aceitar o papel, pois descobriu que estava grávida pouco antes do início das filmagens. Mas Sheldon insistiu nela e convenceu a NBC a contratá-la mesmo assim, criando um figurino para Jeannie que escondia seu umbigão e sua barriga de grávida durante a primeira temporada. Depois que ela deu a luz, o traje de Jeannie foi ficando mais e mais sexy a cada nova temporada.


No Brasil, Jeannie é um Gênio foi exibido em 1966 pela TV Paulista, depois pela TV Excelsior, então pela TV Tupi, e mais adiante foi reprisado incansavelmente pela Record e pela Band. Em 2000, a RedeTV! apresentou a primeira temporada (originalmente produzida em preto e branco) colorizada eletronicamente.


Existem muitas semelhanças entre Jeannie é um Gênio, que era exibido pela NBC, e "A Feiticeira", série cômica rival que ia ao ar pela ABC. As aberturas das duas eram feitas em desenho animado, e seus temas de abertura eram números de jazz bem alegrinhos. Tanto uma série quanto a outra possuíam personagens secundários que enlouqueciam ao presenciar os poderes de Jeannie e Samantha: o psiquiatra Dr. Bellows (Hayden Rorke) e a dona de casa histérica Gladys Kravitz (Alice Pearce no início, depois substituída por Sandra Gould). Ambas tratavam comicamente das dificuldades de adaptação entre mundos diferentes e pessoas diferentes: enquanto Samantha se esforçava para se amoldar ao mundo careta de seu marido Darrin Stephens, Jeannie não media esforços para resolver tudo à sua maneira mágica, deixando o Major Tony Nelson de cabelo em pé a maior parte do tempo.


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