SUSAN KER TUESDAY WELD (27AGO1943)
Desde menininha, a linda e adorável
Tuesday Weld já era arrimo de família. Seu pai morreu quando ela tinha apenas 3
anos de idade, e sua mãe a colocou para trabalhar como modelo fotográfico
infantil para sustentar a família. As duas -- mãe e filha -- se desentendiam
com muita facilidade, mas tudo indica que sua mãe tinha o biotipo Joan Crawford
em Mamaezinha Querida. O convívio entre as duas era tão difícil que aos
nove anos Tuesday teve seu primeiro colapso nervoso, aos doze já bebia e aos
treze tentou o suicídio pela primeira vez.
Aos 16 anos conseguiu o papel
principal em Ritmo Alucinante (1956), onde interpretava Dori, uma garota
que tenta de todas as maneiras comprar um vestido para dançar. Dois anos depois
ela estaria ao lado de Paul Newman e Joanne Woodward em A Delícia de um
Dilema (1958). Começava aí uma carreira cheia de momentos muito marcantes,
apesar de nenhum deles ter conseguido transformar Tuesday em uma estrela.
Apesar de ser reconhecida como boa
atriz pelos críticos, começou a ficar estigmatizada por recusar papéis
irrecusáveis. Ela era a primeira escolha de Stanley Kubrick para interpretar Lolita,
e também a favorita de Arthur Penn para fazer Bonnie em Bonnie & Clyde,
mas descartou os dois convites. Não satisfeita com isso, descartou também um
papel em Bob, Carol, Ted & Alice (1969, acabou sendo oferecido a
Dyan Cannon) e também o papel principal em O Bebê de Rosemary (1967), de
Roman Polanski, que glorificou Mia Farrow.
Para piorar ainda mais, brilhou
intensamente em The Cincinatti Kid (1968) de Norman Jewison e em I
Walk The Line de John Frankenheimer, mas poucos perceberam. Sua carreira,
pouco a pouco, foi embarcando numa espiral descendente. Primeiro ela virou
motivo de piadas em Hollywood por suas escolhas desastradas. Depois, passaram a
simplesmente não chamá-la mais para produções de relevo.
Não foi nada fácil para ela tentar
voltar para os papéis de protagonista, ficou uns bons anos no estaleiro fazendo
filmes B e C para sobreviver. Foi mais ou menos nesta época que ela
descobriu que seu espírito indômito era, na verdade, consequência do transtorno
afetivo bipolar, doença da qual sofria desde criança e não sabia.
Somente aos trinta anos, Tuesday
conseguiu se reerguer e ser indicada ao Oscar de melhor atriz coadjuvante, por
seu papel em Who’ll Stop the Rain (1978), ao lado de Nick Nolte. Depois
disso, brilhou ao lado de Diane Keaton em Looking For Mr. Goodbar (1979)
de Richard Brooks, e com Al Pacino em Author! Author!, de Arthur Hiller
(1980) -- sem contar Era Uma Vez na América (1984) de Sérgio Leone.
Daí para a frente, já morando de
volta em Nova York com seu filho, Tuesday tratou de se dedicar mais ao teatro e
à TV. No cinema, e nunca mais recusou um papel sequer. Está aposentada desde
2001, vive no Colorado e não se ouve muito falar dela. Nos últimos anos
tem sido procurada por antigos fãs e algumas vezes aceita participar de
festivais em sua homenagem, mas na última hora sempre cancela. (Manuel
Mann)
%20(79).jpg)
%20(80).jpg)
%20(82).jpg)
%20(83).jpg)
%20(84).jpg)
%20(85).jpg)
%20(81).jpg)
%20(86).jpg)
%20(87).jpg)
%20(88).jpg)
%20(89).jpg)
%20(90).jpg)
%20(91).jpg)
%20(92).jpg)
%20(93).jpg)
%20(94).jpg)
%20(95).jpg)
%20(96).jpg)
Comentários
Postar um comentário