VALERIE RITCHIE PERRINE (Galveston Texas 3SET1943)
Valerie Perrine é filha de militar. Viveu em muitos lugares diferentes durante sua infância e adolescência. Não pensava em ser atriz. Queria mesmo é ser dançarina. E como desde adolescente sempre teve formas deliciosamente avantajadas, achou que iria se dar bem em Las Vegas, e foi para lá no comecinho dos Anos 60. Participou de alguns dos "chorus lines" mais disputados da cidade, conheceu gente poderosa, e acabou indo para Hollywood para fazer testes de elenco. Como nunca teve frescura em relação a ficar nua diante das câmeras -- e na medida em que saber ficar nu em cena era condição "sine quoi non" para qualquer ator que quisesse disputar os melhores papéis --, ela acabou sendo a escolhida para interpretar a atriz pornô-soft Montana Wildhack no filme "Matadouro #5" (1973), de George Roy Hill, baseado no genial romance de Kurt Vonnegut. Mesmo com o sucesso do filme, e com toda a projeção que ganhou, Valerie enfrentou dificuldades para conseguir outros papéis, pois Hollywood não costuma ser muito amistosa com atrizes vindas de Las Vegas. Um segundo filme, "The Last American Hero" (1974), com Jeff Bridges, seguindo a mesma linha de "Vanishing Point", só que com um tom mais cômico, ajudou a baixar essas resistências que existiam contra ela. Só quando ela aceitou fazer o papel de Honey Bruce, mulher do comediante Lenny Bruce, no filme de Bob Fosse interpetado por Dustin Hoffman, e brilhou intensamente no papel, foi que Hollywood finalmente se rendeu a ela. "Lenny" rendeu a Valerie Perrine o Golden Globe de Melhor Atriz Dramática, além de uma merecidíssima Palma de Ouro em Cannes. Tudo indicava que, a partir daí, Valerie teria uma carreira brilhante pela frente. Mas não foi bem isso que aconteceu. Depois de brilhar novamente como Carlotta Monti no delicioso "W C Field e Eu", Valerie recebeu o papel pelo qual é mais lembrada: o de Miss Teschmacher, a assessora de Lex Luthor (Gene Hackman) nos dois primeiros filmes de Christopher Reeve como Superman. Foi o trabalho que menos exigiu dela como atriz, e que lhe garante trabalho até hoje como palestrante em convenções promovidas por admiradores do Homem de Aço. mas depois deste filme, alguma coisa começou a desandar em sua carreira. Atrasos e problemas de relacionamento com equipes de produção trouxeram a ela uma reputação bastante duvidosa como profissional. Sem contar algumas escolhas infelizes que ela fez, protagonizando "Mr. Billion" com Terence Hill e "Can't Stop The Music" com o grupo Village People. Graças a esses abacaxis, ela começou a ser chamada apenas para papéis como coadjuvante a partir de 1982. Dos anos 90 para cá, só conseguiu escalação para papéis pequenos no cinema, daí pulou para a TV, onde tem sido vista em séries como "Lights Out". Ou seja: muito pouco para acomodar o talento inegável de Valerie Perrine. Aos 77 anos de idade, cheia de vida, Valerie não se ressente de escolhas erradas que fez -- ela não aceitou o papel que Kathleen Turner abraçou em "Corpos Ardentes", entre vários outros -- e não tem mágoa por ter sido descartada pela Indústria nos últimos 30 anos. Só lamenta não ter percebido que sua atitude transgressiva nos filmes que fez nos anos 70 tornou-se redundante e inadequada nos caretas anos 80. Fica a lembrança de suas performances intensas, sempre à flor da pele. e também de seus cabelos ruivos, de seu rosto sorridente, seus seios majestosos, e seu corpo espetacular e extremamente expressivo. Que mulherão! (Manuel Mann)
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