WINNIFRED JACQUELINE FRASER-BISSET (aka JACQUELINE BISSET) (Weibridge UK 13SET1944)
Em 1959, aos quinze anos de idade, os pais de Winnifred Jacqueline Fraser-Bisset se separaram, e ela optou por cuidar da mãe, uma advogada francesa acometida de esclerose múltipla. Nessa época, já fazia os primeiros cursos de interpretação e, graças a seu rosto delicado, seu corpo escultural e seus magnéticos olhos azuis, não demorou a conseguir trabalhos como modelo fotográfico. Dalí para o cinema foi um pulinho. Teve vários papéis pequenos, até que em 1967 teve a chance de trabalhar com Stanley Donen em "Two for the Road", onde contracenou com Audrey Hepburn e Albert Finney. No mesmo ano, fez a paródia a James Bond "Casino Royale", ao lado de Peter Sellers, Woody Allen, David Niven e um elenco feminino avassalador. Em 1968 chamou a atenção em dois papéis marcantes nos thrillers "The Detective" (ao lado de Frank Sinatra) e em "Bullitt" (ao lado de Steve McQueen). Seu grande trabalho, no entanto, viria em 1973, em "A Noite Americana", de François Truffaut. Com esse filme, ela conquistaria o respeito do público e da crítica, além de convites de produtores e diretores europeus. Foi considerada uma das mais belas atrizes de todos os tempos pela revista Newsweek, cujos críticos ficaram encantados com a cena em que ela sai da água com uma camiseta colada ao corpo em "O Fundo do Mar" (1976). Em 1979, foi indicada para o Globo de Ouro por "Quem Está Matando Os Grandes Chefs da Europa?". Em 1992 foi indicada a vários prêmios por "Ricas e Famosas", filme derradeiro de George Cukor, onde contracenou com Candice Bergen. Em 1984, por pouco não levou o Globo de Ouro por "Sob O Vulcão", de John Huston, onde contracenou com Albert Finney. Nos anos 90, já uma mulher madura, Jackie sentiu os papéis como protagonista no cinema começarem a minguar, daí mudou de mala e cuia para a TV, onde vem participando de produções premiadas, como a minissérie inglesa "Dancing On the Edge", do grande Stephen Poliakoff. Jacqueline Bisset é conhecida por não poupar sorrisos ou autógrafos aos fãs. Nunca se casou formalmente e nunca teve filhos, apesar de ter vivido vários anos com o bailarino russo Alexander Gudonov. Continua uma mulher belíssima até os dias de hoje.
Curiosidade: Jacqueline Bisset é madrinha de Angelina Jolie, que por sua vez é filha de seu ex-namorado e grande amigo Jon Voight. Outra curiosidade: Jacqueline Bisset foi a musa inspiradora de Alceu Valença para compor seu grande sucesso "La Belle de Jour", e a história por trás da canção é no mínimo pitoresca: Alceu estava meio bêbado numa mesa na calçada de um Café em Paris, e uma mulher extremamente bonita -- Jacqueline, claro! -- olhava insistentemente para ele. Apesar dela estar acompanhada, Alceu tomou coragem, foi até ela e se apresentou como músico e poeta brasileiro. Ela disse que era atriz de cinema e pediu que ele compusesse um poema para ela. Ele pegou um guardanapo e escreveu nele "Poème en Blanc", e entregou a ela, que riu bastante com a gracinha dele. Palhaçada feita, Alceu voltou para sua mesa, bebeu mais um pouco com os amigos que o acompanhavam e, no dia seguinte, já curado da bebedeira, comentou com um deles que havia escrito uma canção para aquela mulher lindíssima baseado num filme dela que ele tinha visto. Quando o amigo o ouviu cantarolar a música, começou a rir e explicou que ele havia se enganado. Aquela mulher lindíssima do Café era Jacqueline Bisset, de "A Noite Americana", e "La Belle de Jour" era com Catherine Deneuve. Alceu riu muito, e disse: "Bom, agora é tarde demais, a música já está pronta." (Manuel Mann)
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